quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Minha boca é de poucas pronúncias

Minha boca é de poucas pronúncias
Meus olhos são de pouco silêncio
Meu coração são muitas batidas
Meus sonhos são infindáveis imagens
E vozes que se lançam no escuro

Vozes invisíveis
Imagens mudas
Vozes visíveis
Imagens nudas
Vozes cegas
Imagens surdas

Teias prolixas

Meus olhos são de eternas palavras
Minha boca de efêmeras delícias
Minha mão tocou o ombro do meu coração
O qual sussurrou sonhos
E eu murmurei desejos a todas as sombras

Minhas sombras se espalharam
Todas as luzes que me desenhando
Contornavam as minhas silhuetas
No chão nos muros ou nos objetos quaisquers

Todos os meus habitantes partiram para lados opostos
E todos me chamavam com anseio
Alguns sorriam
Outros explodiam
Uns cheiravam a flores
Outros cheiravam vermelho sangue

Eram incontáveis vozes
Incontáveis acenos
E cada qual se diluía em outros
Como uma dança de algas.

2 comentários:

Carolina Cristina disse...

Adorei!!!
Bjos...

Anônimo disse...

fazia um tempinho que não navegava por essas marés aqui, tá escrevendo bastante hein!
é isto aí mana, beijos e bom sorete aí nos trabalhos e empreitadas desta vida...