Vou
Volto
Sou meu retrato
Meu retrato não sou eu
Quero o que nunca quis
Teus lábios
Tua pessoa
Desejo o que jamais desejarei
Jamais quis
Jamais pedirei este doce
T u nãos tens
Este mel que tu não derramas
Jamais tu me farias feliz
Por quê?
Isto é este momento
Este acorde do violão
Esta sinfonia sem som
Enquanto ando
Enquanto o deserto venta
Enquanto a areia é o ar
Enquanto a água é o sal do mar
Enquanto o fogo é o corpo
Enquanto a dor participa de mim
Enquanto sou eu
Enquanto sou você
Enquanto sou apenas uma mancha
Um rabisco na paisagem
Uma voz no resto solitário do tempo
Vou
Volto
Sempre irei
Sempre voltarei
Porque amo este mundo desabitado que habitei
A palavra muda que gritei
E o rosto invisível
Que fiz questão de escancarar
Sempre irei
Sempre estarei
Estou como uma pluma no chão
Estou como uma pedra na bruma
Chovo nos teus olhos que vidram
Sigo passagens de nuvens
sábado, 17 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário