quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fria tarde distante
Fria a cor da noite caindo
Fria sensação
Frio sentido
Frio vento do sopro de sua boca
Frio caminho de minha alma
Noite muito fria

Entre eu e a lua
O abismo
Entre eu e a lua
O abismo
Entre eu e a luz
O céu abismo da noite

Meu corpo frio
Minha alma gélida

Frias lembranças
Nas montanhas geladas
Dos meus sonhos

Mas o calor dos sonhos

A alma gritava
O que somente seres invisíveis ouviam

Fria noite
Frios fantasmas que me habitam
Fria lua que me chama
Fio de luz espiralado no abismo
Fria luz que me chama
Frio sentido
Fria sensação
Frio o vento do sopro de sua boca
Frio caminho de minha alma

Eu e você

Eu e você,
Soltem os cães!

Meu Deus!
Caio bêbada na sala,
Jogo no teu rosto,
Minha saia!

Eu com você,
Falo palavras a contragosto,
Tudo para fazer o teu gosto,
E dar com a cara no fundo do poço!

Eu e você,
Pelo amor de Deus,
Soltem os cães,
Que estou de antemão,
Puxando o freio de mão!

Ouço cacos de palavras...
Quem ata os laços?
Quem os desata?

Eu e você,
O que nos vem?
O que veio?
Como cheguei?
Como terei que sair?

Eu e você,
Como assim,
Não tem fim,
Não tem fim...